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Lei º12.815 de 2013 (oriundo da MP 595) – A chance da Iniciativa Privada desatar o nó dos portos no Brasil
A mais recente aposta do governo para resolver esse problema é passar a operação dos portos à iniciativa privada. Para isso, foi criado um novo marco regulatório para o setor portuário, regida pela Lei nº 12.815 de 2013, oriunda da famosa MP595. A nova lei regulamenta como serão concedidos os direitos de exploração de portos existentes e de áreas portuárias pela iniciativa privada, que ocorrerão sempre através de licitações. Destaca-se do texto da lei, Capítulo II, Seção I, o seguinte: “Art. 6º Nas licitações dos contratos de concessão e arrendamento serão considerados como critérios para julgamento, de forma isolada ou combinada, a maior capacidade de movimentação, a menor tarifa ou o menor tempo de movimentação de carga, e outros estabelecidos no edital, na forma do regulamento.” Ou seja, fará parte da proposta licitatória níveis de serviços que deverão ser atingidos. ![]() Também se destaca, do Capítulo I, o seguinte: “Art. 3o A exploração dos portos organizados e instalações portuárias, com o objetivo de aumentar a competitividade e o desenvolvimento do País, deve seguir as seguintes diretrizes: I - expansão, modernização e otimização da infraestrutura e da superestrutura que integram os portos organizados e instalações portuárias; II - garantia da modicidade e da publicidade das tarifas e preços praticados no setor, da qualidade da atividade prestada e da efetividade dos direitos dos usuários; III - estímulo à modernização e ao aprimoramento da gestão dos portos organizados e instalações portuárias, à valorização e à qualificação da mão de obra portuária e à eficiência das atividades prestadas; IV - promoção da segurança da navegação na entrada e na saída das embarcações dos portos; e V - estímulo à concorrência, incentivando a participação do setor privado e assegurando o amplo acesso aos portos organizados, instalações e atividades portuárias.“
Sendo assim, a proposta que for baseada no estudo mais completo, aprofundado e preciso será aquela que terá maior competitividade. Dentre as diversas formas quantitativas de se estudar os processos portuários (suas capacidades, restrições, custos, leadtimes, etc.), a simulação dinâmica de processos por eventos discretos oferece a melhor resposta. Porque simular? A simulação dinâmica de processos por eventos discretos é uma técnica quantitativa, consolidada e comprovada de análises e estudos de processos. Ao contrário das ferramentas mais comuns que são estáticas (como planilhas, eficazes em cálculos complexos), a simulação de processos é dinâmica, ou seja, sua análise é feita ao longo do tempo, contemplando aleatoriedade e interdependência de processos.
Esses são os grandes saltos de qualidade que trazem grande precisão ao se fazer uma análise através da simulação dinâmica de processos. Isto, somado ao fato de se trabalhar num ambiente virtual (um ambiente de baixo custocusto zero e no qual mudanças podem ser feitas rapidamente), compõe uma ferramenta muito poderosa para análises e testes do tipo “E-SE” (what-if). Outro ponto no qual a simulação dinâmica se destaca é a apresentação de seus resultados. A mais clara e direta é a animação dos próprios processos simulados. Com ela, é rápido e fácil verificar e validar que os processos ocorrem de forma similar à realidade. Também é muito simples demonstrar o impacto de mudanças nos processos já que se observa a formação de maiores ou menores filas, aumento ou diminuição de fluxos, acúmulo ou não de entidades, etc. sendo uma ferramenta muito poderosa para quebrar paradigmas e antever restrições e gargalos. Além da animação, também são gerados relatórios quantitativos do processo simulado, por exemplo:
![]() Potenciais usos e aplicações da simulação nos portos brasileiros. Dada a capacidade de recriar com grande fidelidade (com nível de aderência mínimo de 90%) as operações num ambiente virtual que possui baixo custocusto zero e não possui restrições para realizar estudos e alterações, a simulação é a melhor ferramenta para analisar e estudar os processos portuários. Há diversas áreas de aplicações da simulação nas operações portuárias:
Referências
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