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Case Michelin
Simulação rápida: solução para quem não tem tempo a perder
por Maria da Glória de Almeida -Engenheira Industrial da Michelin e Professora na área de Layout Industrial da UERJ*
"Simulação da produtividade efetiva de uma célula feita em apenas 8 horas!"
Sobre a empresa
A fábrica da Michelin localizada em Itatiaia/RJ produz, entre outras coisas, cabos e aros metálicos. Estes produtos são auxiliares na confecção de pneus de ônibus e caminhões realizada na capital carioca. Atualmente, sua produção também atende a demanda da fábrica de pneus para automóveis e caminhotes.
Objetivos e escopo
Durante um projeto de expansão de sua fábrica, a Engenharia Industrial começou a discutir a viabilidade da implantação de células de produção com 6 máquinas (3 do tipo A e 3 do tiop B) na fabricação do cabo tipo 11. Estas células substituiriam o arranjo funcional existente até então. No decorrer das análises, a equipe passou a duvidar do valor da capacidade de produção das células calculada pelo método Dale Jones, já que os tempos de ciclo das máquinas eram bastante diferenciados. A principal preocupação dos engenheiros da Michelin era o efeito da simultaneidade da operação real na capacidade efetiva de produção.
Tendo em vista a necessidade de se tomar uma decisão rápida, criou-se um modelo simplificado, mas capaz de representar a simultaneidade do posto aproximada do valor real, o que era de difícil visualização pelo método Dale Jones. Utilizaram-se tempos médios de cronometragem das máquinas e freqüências médias de ocorrência de atividades regulares e irregulares, possibilitando a conclusão do modelo em apenas 8 horas.
Resultados e Ganhos
Após a modelagem da célula de produção do cabo tipo 11, notou-se que havia uma diferença considerável entre os valores de produtividade propiciados pelo método Dale Jones e pelo ProModel. Isto se deve ao fato de o método estático utilizado para cálculo de capacidade, Dale Jones, apresentar um valor de simultaneidade para postos em layout funcional, e não em layout celular. O quadro a seguir mostra a diferença entre os valores de produtividade calculados segundo diferentes métodos:
| Item | Dale Jones | ProModel | Diferença % |
| Ocupação do Operador | 66% | 61% | -7,6% |
| Produção / Célula / Equipe (un.) | 69,18 | 64,42 | -6,9% |
| Tempo Manual / un. (min.) | 4,59 | 4,56 | -0,7% |
O resultado da simulação, apesar de não ser extremamente preciso, teve custo adequado ao benefício e ao tempo disponível para obtê-lo.
A Michelin desenvolveu e está desenvolvendo vários outros projetos de simulação em suas fábricas. Um exemplo é a simulação da atividade de manutenção, realizada com objetivo de facilitar o dimensionamento e o gerenciamento do efetivo de manutenção para diversos programas de produção. Outro projeto é a simulação das células de produção dos cabos 27 e 39, visando aumentar a produtividade do posto, (anteriormente em layout funcional).
Um último exemplo, mas não o último projeto de sucesso da Michelin, é a modelagem simplificada do setor de trefilação, feito para avaliar a melhor organização para o efetivo do posto. Como podemos ver, a Michelin vem utilizando o ProModel em diferentes tipos de projetos, sempre com ótimos resultados e mostrando que simulação também pode ser uma ferramenta de decisão rápida e eficiente.
Simulação já foi uma tecnologia cara e complicada. Já foi, NÃO É MAIS!
*Resumo de palestra proferida na Innovation 2001






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